Voltamos!

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Depois de um ano conturbado – não me culpem, preciso do meu diploma – as postagens no blog estão começando a voltar ao ritmo certo! O que isso significa? Que vocês podem esperar por posts mais frequentes e cada vez mais completos!

Abraço.

Carol.


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Passou num dia em que eu nem tava olhando

Trecho de texto

Eu lembro de ter deixado uma manchinha de café numa das minhas blusas favoritas naquele dia. Era terça. Eu sempre gostei de encontros em dias que prometem nada. Só para fugir da rotina. Só por vontade. Eu derrubei café e você me tinha já nas primeiras palavras.

Por um momento, eu pensei que também tinha você.

Eu era outra e, ao mesmo tempo, era eu. Uma das minhas versões favoritas de mim mesma. Era o que você causava em mim – conscientemente ou não. Causava todo aquele frio na barriga antes da primeira desilusão.

Em algum momento, as coisas mudaram. De repente, eu já não tinha você. Tinha nada além de um monte de pequenas lembranças que insistiram em doer. Pensar em você doía um tanto… Era como enfiar uma faca no peito e deixar dilacerar aos poucos; uma ferida, não de tudo inesperada, que eu tentei estancar com band-aids enquanto o sangue jorrava.

E aí passou. Passou num dia em que eu nem tava olhando porque os olhares tinham outra direção. Tinha tanta coisa para ver que pareceu bobo passar tanto tempo esperando por algo que nem ia acontecer.

Agora é tarde demais.

[LIVRO] Marcas do Tempo: dez anos da Lei Maria da Penha e a violência contra a mulher no Espírito Santo

Esta resenha em particular é um tanto quanto diferente daquelas que vocês estão acostumados a ver aqui no blog. E ela é diferente por dois motivos simples: o livro foi escrito por mim e o download poderá ser realizado gratuitamente através de um link que disponibilizei no final do post.

Mas, Carol, que livro é esse?

Capa do livro Marcas do Tempo, de Caroline FreitasComo trabalho de conclusão do curso de Jornalismo, resolvi escrever um livro-reportagem sobre a violência contra a mulher no Espírito Santo. Há tempos venho querendo realizar algum projeto relacionado ao assunto e penso que esta foi a oportunidade perfeita para colocar a ideia em prática.

Ao longo deste ano, realizei uma série de pesquisas sobre o tema e entrevistei vítimas de violência doméstica e representantes de órgãos governamentais e instituições de apoio à vítima. Embora os depoimentos estejam focados em casos e medidas implantadas aqui no ES, Marcas do tempo traz contextualizações gerais sobre o tema, buscando conscientizar a sociedade em geral sobre o drama vivenciado por tantas mulheres.

E justamente por acreditar que a conscientização é necessária, coloco o arquivo à disposição para aqueles que se interessarem. Pretendo lançar a versão física do livro em algum momento, mas, enquanto isto não acontece…

Vocês podem fazer o download do livro clicando aqui.

Espero que gostem!🙂


Em caso de dúvidas, sintam-se à vontade para me enviar um email: freitas.caroline.b@gmail.com

O despertar

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Em muitos aspectos, este tem sido um ano curioso. Minha vida se tornou uma verdadeira montanha russa, alternado altos e baixos com uma rapidez assustadora. Às vezes tenho a desagradável sensação de que esse movimento todo me fará vomitar. Acho que tenho vivido em estado de alerta constante, apenas aguardando por instruções para prosseguir para a próxima etapa.

Mas há outras impressões também, que dependem de menos esforços. Uma coleção de momentos e pessoas e histórias e pequenos detalhes de grandiosos acontecimentos ordinários pelos quais sou profundamente grata.

É só olhar para a terceira plantinha a repousar no peitoril da janela, por exemplo – é a primeira a dar indícios de que irá sobreviver. Talvez, afinal, isto não esteja condenado. Já sinto os cantos dos lábios tentando conter um sorriso – e sei que a tentativa é falha. Também não consigo ignorar as memórias que me assaltam de tempos em tempos quando bebo uma xícara de café. Foram tantos encontros e desencontros iniciados a partir dali que eu poderia preencher páginas e mais páginas sobre coisas que já não são.

Mas, em meio às tantas histórias nas quais mergulhei nos  últimos meses, já nem tenho certeza de onde tudo isto começou. Em alguns momentos, foi quase como estar entorpecida. Próxima demais aos acontecimentos para me permitir sentir qualquer coisa. É bom estar, finalmente, despertando. Estamos em constante mudança, afinal.

E em meio a tudo isso, fico simplesmente feliz por ter a chance de recomeçar.

Amor e Grão Espresso

Grão Espresso, Vila Velha

Boa mineira que sou, tenho uma paixão por pão de queijo. Num daqueles momentos de vontade súbita em que eu andava pelo shopping com minha prima outro dia, paramos em uma daquelas misturas de lanchonete e cafeteria que eu normalmente ignoro pela localização meio aleatória.

Eu só queria um pão de queijo, mas, acabei descobrindo um dos cappuccinos mais gostosos que já provei. Talvez tenha algo a ver com a descrição no cardápio: dose extra de café. O cappuccino Grão Espresso, que leva o nome da loja, é sensacional. (E combina com praticamente qualquer coisa servida ali. São diversas opções entre cafés e derivados, chás,  sucos, sanduíches, tortas e pãezinhos, etc.)

Grão Espresso, Vila Velha

Grão Espresso, Vila Velha

Não sou de fazer review sobre lojas dentro de shoppings, mas, vou abrir uma exceção. O preço é acessível e os produtos sensacionais, sem contar que a lojinha fica numa área menos tumultuada e, portanto, permite uma conversa tranquila e despreocupada, se essa for também a intenção. Em todo caso, gostei tanto que já voltei até lá outras duas vezes.

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A imagem, eu acho, é autoexplicativa. Quanto mais café melhor e, com aquele dali, não tem erro.


Grão Espresso

Ao lado do Banestes, no Shopping Vila Velha (ES).

Belezas ordinárias

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Não era a primeira vez. Não era sequer a primeira vez desde você. Mas, enfim, eu vi: era ali, bem ali que eu precisava estar. Eu precisava viver cada minuto dessa história para entender que algumas coisas precisam ir. Precisam porque precisam e porque, geralmente, abrem espaço para que algo novo possa surgir.

Tipo você.

Quando você surgiu, não foi nada de excepcional. Só algo para passar o tempo que se recusa a passar. É que certas coisas ainda doem. Uma hora aprendo a lidar. Mas ‘cê foi ficando, criando espaço. E eu deixei. Deixei antes de saber se era o que eu queria, se era disso que eu precisava. Se ia fazer bem. Mal não faz. Que mal tem?

Eu demorei para perceber, eu sei. Tava tudo meio travado aqui. Um negócio bastante parecido com aquela sensação de passar horas com a coluna meio torta e a bunda pregada numa cadeira dura e se levantar para endireitar – o corpo, a vida. Algo meio estranho, mas absolutamente necessário.

Tipo você agora.

Essas coisas nem sempre fazem sentido, é verdade. Mas, deixe estar. É coisa bonita ver o tempo passar no meio de abraços seus.

Tô desistindo

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(You’ve haunted me all my life – Death Cab For Cutie)

Acho que eu continuo cometendo o mesmo erro, não é? Sigo agindo como se estivesse tudo certo, tudo bem, tudo ainda tem jeito… Mas, acho que tanto eu quanto você sabemos que não é bem assim. Tivemos nossa chance antes e jogamos tudo pro alto depois de um deslize que, hoje em dia, nem tem tanta importância.

Não deveria ser assim, sabe? As coisas não deveriam ter acontecido desse jeito. Não deveriam sequer ter acontecido. Mas, enquanto eu tô aqui, respirando o restinho do seu cheiro – que parece ter grudado de vez em mim – sabe-se lá em que dimensão você está.

Faz tanto tempo que deixamos de coabitar a mesma página nessa história que é quase espantoso que ainda exista tanta coisa no caminho, mesmo depois dessa gente toda que veio depois de nós. O nosso problema, eu acho, é que o nosso “depois” não aconteceu realmente. Não tivemos ponto final.

Talvez por isso eu insista. Talvez seja este o motivo pelo qual eu fecho os olhos diante de todos os motivos que tenho para que a gente acabe por aqui.

Fiz toda uma lista de prós e contras em meio às minhas anotações – pequenos lembretes para passar no mercado, terminar aquele trabalho, dar novo rumo à vida. Reuni todas as razões que eu tinha para dar fim a isto e atirei a lista longe sem pensar. Acho que, em se tratando da gente, renunciei ao bom senso. (Deve ser por isso que ando com a sensação de que tô desistindo de mim.)